sexta-feira, 29 de julho de 2011

filho da noite

No mar posso ver na maior das escuridões
e me guiar nas mais fortes correntezas.

No ar meus olhos ardem e minha voz se perde.
Mal posso respirar com tanta poluição.

Minha curiosidade me guiou até os homens
e a curiosidade aos homens me guiou até você
Filho da noite.

Você veio escondido no mar e pude te sentir.
Não havia medo em seus olhos, apenas adrenalina em seu sangue.

Já não procurava mais pelos homens,
já não buscava mais afogar ninguém em meu lar

Filho da noite me seduziu,
sem razão aparente me fez sua,
não precisava de mais ninguém, pois já tinha o mundo a seus pés.

Quando fiquei apaixonada
filho da noite
Desapareceu.

Não senti mais amor, senti ódio,
ódio por mim, ódio por você.
Estava consumida em desespero de não te ver mais.

Voltarei ao mar e sumirei em suas ondas.
Filho da noite...

Adeus.

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