sexta-feira, 22 de julho de 2011

Menino perdido

ódio... amor...

O amo e o odeio.

Relação parece vir de uma maldição antiga

pagando os meus pecados,

pagando os seus pecados.

Tudo o que ele diz sobre o mundo é oposto ao que eu vejo.
Mas a forma com que ele quer viver é tão parecida.

visão e forma

oposto e semelhante

amor e ódio

Lembro-me do cheiro de água de rosas de nosso segundo encontro,
quando queria terminar com a palhaçada e me entreguei por completo.

Longe dele sinto uma falta horrível,
como uma droga infernal
trazida diretamente do inferno para me seduzir e me tirar do caminho.

Em forma de homem,
com gosto de sangue
e uma química pecaminosa.

Acreditei que apenas meu primeiro amor pudesse me livrar
deste novo sentimento, errei.
Como que retirado com precisão todo o amor que sentia antes desapareceu.
Pelo meu ex sinto apenas nojo e desprezo.

Todo o meu cérebro aproveita os momentos longe daquela droga
e misturado com a falta e a crise de abstinência,
meu cérebro joga o fato de eu usar outras drogas para aliviar a falta desta.

Como a droga antiga já não funciona,
existem umas novas no mercado...

Uma delas é a droga perfeita,
bonito, mais velho, formado em direito (cansei de advogados, mas não custa tentar uma segunda vez)
trabalha, curte coisas parecidas e parece ser bom.

Química?

Não sei ainda, preciso ver.

Estes últimos dias passei fazendo rituais contra feitiços e magias.
Sinto-me revigorada e bem para tentar novamente.

Hoje é aniversário da minha irmã,
amanhã terá festa
e depois de amanhã irei na casa de meus amigos.
(enchi o saco dele pra me ver esta semana, mas diga se eu poderia se ele dissesse sim hehehe)

Semana que vem ele disse que me verá.
Semana que vem marquei com a outra droga que parece mais refinada
(é quase tentar se livrar de oxi com maconha ou cocaína, não sei se adianta mas não custa tentar)

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